
JOÃO RAMALHO (MALDONADO) |
*±1480,
Vouzela, Viseu, Portugal |
†03/05/1582, Piratininga, SP, Brasil |
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BARTYRA (M'BICI) (ISABEL DIAS) |
*±1495 |
†±1559 |
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João Ramalho nasceu em torno de 1480, em Vouzela, Viseu, Portugal, seu pai, João
Velho Maldonado, tinha 20 anos e sua mãe, Catarina Affonso de Balbode, tinha 40
anos.
Casou-se com Catarina Fernandes das Vacas a quem deixou grávida em Portugal.
Não se sabe como João Ramalho veio parar no Brasil. Talvez tenha sido um
náufrago, talvez degredado. Sabe-se que estava no Brasil pelo menos desde 1508.
Algumas fontes dizem 1515.
Integrou-se na vida dos índios guaianazes
adaptando-se aos costumes indígenas e casou-se com Bartira (Bartyra), seus contemporâneos
diziam que havia "se barbarizado”.
A despeito dessas dúvida, a data mais “oficial” da chegada de Ramalho – 1509 – é
calculada a partir do registro de sua excomunhão em 1549, onde foi anotado que
João andava “amancebado há 40 anos com Bartira, filha de Tibiriçá”. Aborrecido
com o evento, Ramalho escreveu a Manuel da Nóbrega denunciando o comportamento
de alguns sacerdotes que também andavam “pecando contra a castidade” com algumas
índias, o que levou Nóbrega a tomar medidas drásticas que, curiosamente, o
aproximaram de Ramalho .
Era venerado, temido e respeitado pelos nativos.
Segundo o explorador alemão Ulrich Schmidel, João Ramalho “podia arregimentar
cinco mil índios em um só dia, enquanto o rei de Portugal só ajuntaria dois
mil”.
Em 1531, quando Martim Affonso de Sousa chegou ao Brasil, encontrou João Ramalho nos arredores de São Vicente. Nesta época, João Ramalho vivia no planalto de Piratininga, acima da Serra do Mar, e foi ele quem conduziu os portugueses serra acima, pela trilha do Paranapiacaba.
Segundo o padre Manoel da Nóbrega, a vida de João Ramalho era “uma petra scandali. Tem muitas mulheres e ele e seus filhos andam com as irmãs de suas esposas e têm filhos delas. Vão à guerra com os índios, suas festas são de índios e assim vivem, andando nus como os índios”. Apesar das críticas dos jesuítas, João Ramalho era o verdadeiro senhor da região de São Vicente e Piratininga. Martim Affonso e seus sucessores sempre o consultavam antes de tomarem alguma decisão importante naqueles territórios.
João Ramalho recebeu de Martim Affonso de Sousa terras de sesmaria, tornando-se assim proprietário oficial de áreas registradas pelo governo português.
Martim Affonso nomeou-o “guarda-mor da borda do campo”, incumbindo-o de barrar qualquer português que tentasse avançar para o interior sem sua autorização.
Tomé de Sousa escreveu ao rei informando que João Ramalho tinha “tantos filhos, netos e bisnetos, que não ouso dizer a Vossa Alteza. É homem de mais de setenta anos, mas caminha nove léguas antes do jantar, e não tem um só fio branco na cabeça ou no rosto”.
genearc.netJoão
Ramalho.
Quando aí descrevemos a sua descendência, lamentávamos a perda do seu
testamento, que poderia nos orientar com segurança no assunto. Guiados então
pelos "Apontamentos Históricos" de Azevedo Marques e por uma ou outra referência
feita por Pedro Taques na sua "Nobiliarquia Paulistana", aí mencionamos cinco
filhos, entre os quais: Catharina Ramalho e Beatriz Ramalho, que não foram f.ªs
de João Ramalho; omitimos na lista dos f.ºs muitos outros e, e finalmente,
seguindo o testemunho do revd.mo dr. Guilherme Pompeu, demos na pág. 31 do
citado V. a Anna Camacho (mulher de Domingos Luiz) uma ascendência errônea em
face dos dois novos documentos que nos vieram às mãos depois de publicado o 5°
V., e que passamos a expor:.... ...... Da índia Izabel, que ele chamava sua
criada, teve os seguintes f.ºs: 1.º André Ramalho 2.° Joanna Ramalho 3.°
Margarida Ramalho 4.° Victorio Ramalho 5.º Antonio de Macedo 6.° Marcos Ramalho
7:º Jordão Ramalho 8.° Antonia Quaresma. Desta relação se vê que Catharina
Ramalho, § 1.° da pág. 31 do V. 1.º. e Beatriz, § 3.° da pág. 34 do mesmo V.,
não foram f.ªs de João Ramalho. Segundo a genealogia escrita pelo padre
Mascarenhas, Beatriz Dias, mulher de Lopo Dias, foi f.ª de Tibiriçá.
Fonte: Genealogia Paulistana Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919) Vol IX -
Pág. 65 a 107 Adenda Geral Acrescentado em 14/09/2021 - GKP) Ramalho era bastante respeitado pelos índios e
isso certamente evitou que Martim Afonso de Souza fosse recebido com flechas e
lanças pelos guainás quando Martim Afonso entrou na barra de Bertioga, em 22 de
janeiro de 1532.
No ano seguinte, Ramalho ajudou Martim a construir um forte e proteger a vila de
São Vicente, onde foi iniciada uma cultura de cana-açúcar e instalou-se um
engenho – o Engenho dos Erasmos, um dos primeiros do Brasil. Martim também
instalou o pelourinho (coluna pedra onde os criminosos eram expostos e punidos),
a cadeia, a igreja e a Câmara. Em busca de ouro e acompanhado de Tibiriçá e
Ramalho, o incansável e ganancioso capitão-mor remou de Santos a Cubatão,
provavelmente subindo pelo Largo da Pompeba e ao longo do rio Cascalho, de onde
a expedição partiu a pé pela serra do Paranapiacaba até a nascente do rio
Tamanduateí e, de lá, para a Aldeia de Piratininga. Durante a viagem, Tibiriçá
tornou-se um admirador tão grande do capitão que, ao ser seria batizado pelos
jesuítas, escolheu como nome cristão “Martim Afonso Tibiriçá” em homenagem ao
fundador de São Vicente.
Em Piratininga, Martim elevou a aldeia à categoria de Vila (Vila de São Paulo de
Piratininga), dando a ela um pelourinho (símbolo do poder e da justiça) e uma
Câmara de vereadores. Ciente da importância de Ramalho, Martim nomeou-o
governante militar da vila.Sua
profissão aparece como aventureiro e explorador em Brasil.
Em seu testamento, João Ramalho declarou ter sido escudeiro da rainha.
Tibiriçá morreria no natal de 1554 devido a uma epidemia de disenteria que
assolou a aldeia Piratininga. Seus restos mortais encontram-se na cripta da
Catedral da Sé. Em 1580, Susana Dias, sua neta, fundaria uma fazenda à beira do
Rio Tietê, a oeste da cidade de São Paulo, próximo à cachoeira denominada pelos
indígenas de “Parnaíba”. Hoje, é a cidade de Santana de Parnaíba. Entre os
numerosos descendentes da linhagem de Tibiriçá encontra-se a rainha Sílvia, da
Suécia.
Após o Cerco do Piratininga, Ramalho começou a afastar-se da vida pública,
recusando o mandato de vereador para o qual foi eleito em 1564 e retirando-se
para a região do Vale do Paraíba, para viver entre os tupiniquins. Contudo, em
1576, seu nome ainda constava em ata da Câmara paulistana. Em 3 de maio de 1580,
já doente, mandou o tabelião Lourenço Vaz lavrar seu testamento em São Paulo de
Piratininga.
A história de Ramalho sugere fortemente que Portugal planejou muito bem a
colonização no Brasil. O processo não foi uma “coisa por acaso”, mas uma
estratégia que vinha sendo estudado há tempos. Os portugueses perceberam,
inclusive pela experiência com suas colônias na África, que um bom trato com a
língua local resultava em relações econômicas melhores. Talvez por isso tenham
enviado tantos “degredados” para o Brasil antes do passo definitivo para a
colonização, iniciada a partir da década de 1530.Faleceu em 3 de
maio de 1582, na selva, em lugar desconhecido, em Piratininga, SP, Brasil, com 102 anos.
Consta em algumas fontes que está sepultado
em São Paulo, SP, Brasil.
A Origem dos paulistas - João Ramalho
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Bartira (também conhecida como (flor de árvore) adotou nome cristã de batismo na Igreja católica de Isabel Dias.
Era de uma tribo tupiniquins tupinambá cuja trajetória foi importante para o estabelecimento da sociedade colonial no planalto paulista do século XVI.
Foi uma das filhas do famoso cacique Tibiriçá, um importante líder guaianá, e casou-se com João Ramalho nos costumes indígenas. Na época, estas relações entre
as mulheres indígenas e os homens europeus eram a forma como as alianças políticas e diplomáticas eram construídas em várias partes dos impérios
coloniais europeus. Presumivelmente em 1515, ela casou-se com o aventureiro-explorador João Ramalho, português natural de Vouzela, com quem
viveu por mais de quarenta anos. Recebeu o nome de Isabel Dias ao ser batizada na religião católica pelos Jesuítas, no planalto de Piratininga. O casal teve
nove filhos juntos, dos quais descenderam os principais membros das famílias da elite paulista colonial.
(GENEALOGIA PAULISTANA - ADENDA GERAL - SILVA LEME Pág. 30 - Cap. 5.º)
João Ramalho foi casado em duas vezes: 1) Catarina Fernandes
que após sua saída de Portugal em 1512 nunca mais a viu e não sabemos se ele
teve filhos com ela. 2) Índia Bartyra na qual teve 11 filhos localizado na
documentação:
Site:
https://genearc.net/
(conhecida também por Bartira, Burtira ou Isabel Dias)
foi uma índia, filha do cacique Tibiriçá com a índia Potira. Após coabitar por
quarenta anos, casou (celebração pelo padre Manuel da Nóbrega) com o português
João Ramalho, nascido em Vouzela, Viseu, Beira Alta, Portugal e falecido aos 87
anos em São Paulo, em 1580. Desta união, nasceram filhos, cujos nomes cristãos
eram André, Joana, Margarida, Francisco, Victorio, Antônio, Marcos, Jordão,
Antônia Quaresma, Catarina e João; os filhos também tinham nomes indígenas. De
Bartira descendem milhões de brasileiros, espalhados sobretudo pelos Estados de
São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Mato
Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Descende de Bartira, por
exemplo, Antônio de Sousa Neto (por parte de mãe), que veio a proclamar a
República Rio-Grandense. Há uma observação, porém: "Índia Bartira Mbcy O nome
Bartyra significa "Flor de Árvore". Era também chamada de M'bicy. Em 1553, o
padre Manoel da Nóbrega convenceu João Ramalho a se casar com Bartyra, que antes
foi batizada e recebeu o nome cristão de Isabel Dias. Contudo, não se sabe se o
casamento chegou a ser realizado, pois ela aparece no testamento de João Ramalho
como "criada"."
Geneaminas (De Eduardo Librandi Júnior
Isabel Dias -
A Matriarca dos Guaianases Nome completo: Bartira (batizada como Isabel Dias)
Tribo: Guaianases, um subgrupo dos Tupiniquins Nascimento: Por volta de 1493, no
planalto de Piratininga (atual São Paulo, Brasil) Falecimento: Data desconhecida
Esposo: João Ramalho, explorador português 1. Origem e Ascendência Isabel Dias,
nascida como Bartira, era filha do cacique Tibiriçá, líder dos Guaianases, um
grupo indígena de destaque no planalto paulista. Autoridade Indígena: Tibiriçá,
como chefe dos Guaianases, foi um dos principais intermediários entre os
indígenas e os colonizadores portugueses, contribuindo para a pacificação da
região e a fundação de São Paulo. 2. Conversão ao Cristianismo Padre Manuel da
Nóbrega: Jesuíta que supervisionou sua conversão ao cristianismo, quando recebeu
o nome de Isabel Dias. Missão Jesuíta: A conversão de Bartira simbolizou o
sucesso da evangelização dos povos indígenas, um dos principais objetivos da
Companhia de Jesus no Brasil. 3. Casamento com João Ramalho Bartira casou-se com
João Ramalho, um português que foi recebido pelos Guaianases e integrou-se à
tribo. Carta de Manuel da Nóbrega ao Padre Luís Alves da Câmara (1549): Registra
que João Ramalho vivia entre os Guaianases, fortalecendo laços entre os
indígenas e os portugueses. Aliança Estratégica: A união de Bartira e Ramalho
consolidou as relações entre os dois povos, garantindo paz e apoio mútuo. 4.
Papel Social e Cultural Mediadora Cultural: Isabel Dias foi uma figura central
na integração cultural, facilitando o entendimento entre os indígenas Guaianases
e os colonizadores. Matriarca: Gerou uma linhagem numerosa com João Ramalho,
cujos descendentes desempenharam papéis importantes na elite colonial paulista.
5. Contribuições e Legado Influência na Fundação de São Paulo: Seu casamento e a
liderança de seu pai Tibiriçá foram cruciais para a fundação de São Vicente e
São Paulo de Piratininga. Papel na Evangelização: Como convertida ao
cristianismo, Isabel Dias foi exemplo para outras conversões entre os Guaianases.
Preservação da Cultura: A linhagem de Isabel manteve vivas as influências
indígenas na sociedade paulista, mesmo com a crescente colonização. 6. Legado
Isabel Dias, nascida Bartira, é lembrada como um símbolo da aliança entre
portugueses e Guaianases. Sua vida representa a união de dois mundos,
contribuindo para a formação cultural, política e social do Brasil colonial.
Nota: Isabel foi mais do que uma figura histórica; foi um elo essencial entre os
povos indígenas e os colonizadores, garantindo que sua cultura e legado
permanecessem influentes por gerações. (pesquisa ChatGPT)
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2º
Filhos: 8 |
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1-
Antonia Quaresma
*±1510, São Paulo, SP, Brasil–†±1613, SP, Brasil
(FS•KDBJ-VX6)
2- Joana Ramalho 1512–1590
3- Victorio Ramalho 1512–1593
4- Margarida Ramalho 1522–1574
5- Marcos Ramalho 1527–
6-André Ramalho 1530–1588
7- Antonio de Macedo 1531–1590
8- Jordão Ramalho 1531–1610 |
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Fonte:
(FS) Family Search - abr 2026
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Filhos:
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Fonte:
(FS) Family Search - abr 2026
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